Cores, números

2/6/2016

 

Nas primeiras quatro décadas do Campeonato Mundial de Motovelocidade, bastava conhecer um esquema de cores para olhar uma moto e saber a qual categoria ela pertencia. As 500 cm³ tinham números pretos em fundo amarelo; as da 350, branco sobre fundo azul celeste; as 250, branco sobre fundo verde escuro; na 125, as motos deveriam ter número branco em fundo preto; e na 50 (que se transformou em 80 em 1984 e desapareceu em 1989), números pretos em fundo branco. Os números dos sidecars também eram, normalmente, pretos em fundo branco – ninguém confundiria uma cinquentinha com um conjunto moto-sidecar, com motor de 500 cm³.

 

A adoção desse padrão teve como objetivo facilitar a identificação das motos para o público, imprensa, fiscais de prova e cronometristas. Nos primeiros anos, o Mundial tinha cinco categorias (500, 350, 250, 125 e Sidecar) e chegaria a seis com a criação da 50 em 1962. Nem sempre a programação dos GPs contemplava todas as categorias (na verdade, eram bem poucas as etapas em que isso acontecia), mas havia muitos participantes e as instalações de boxes dos circuitos simplesmente não eram suficientes para acomodar todo mundo. Era comum as equipes armarem tendas e barradas nos gramados e trabalharem nas motos ali mesmo. As cores diferenciadas ajudavam muito a identificar quem era quem no meio de tantas motos, até porque houve corridas com listas de inscritos incrivelmente longas. O GP da França de 1975, por exemplo, teve 99 inscritos somente na categoria 250 cm³.

 

Mesmo com as cores diferenciadas, confusões aconteceram. No segundo GP do Brasil realizado em Goiânia, em 1988, vários jornais brasileiros publicaram fotos dos campeões da temporada, Eddie Lawson (500) e Sito Pons (250) e trocaram os nomes de um pelo outro nas legendas. Ambos, coincidentemente, corriam com o número 3 e os editores certamente não conheciam o esquema de cores dos números, que poderiam ser diferenciados (pelo contraste) até mesmo em imagens em preto e branco.

 

A partir de 1992, as equipes foram liberadas para pintar os números da maneira que bem entendessem. No ICGP, por questão de tradição e também para identificar a qual categoria pertence cada moto, o sistema de cores extinto em 1991 permanece em uso. As motos da categoria 350 têm o número de inscrição pintado em branco sobre fundo azul celeste, enquanto nas 250 os números são brancos sobre fundo verde escuro.

 

Os pilotos das fotos que abrem o post

  • 500 cm³: Giacomo Agostini (1) e Phil Read (3), ambos com MV Agusta, 1973;

  • 350 cm³: Agostini (2, MV Agusta) e Mike Hailwood (1, Honda), 1967;

  • 250 cm³: Carlos Lavado (1, Yamaha) e Reinhold Roth (24, Honda), 1987;

  • 125 cm³: Angel Nieto (Minarelli), 1981;

  • 50/80 cm³: Manuel Herreros (Derbi), 1989.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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