Brasileiro Bob Keller defende vice-liderança do ICGP 250 na Croácia

17/8/2016

 

Circuito de Grobnik é um dos preferidos dos pilotos, mas asfalto irregular nos pontos de frenagem representa um desafio extra a ser considerado.

 

O brasileiro Bob Keller terá dois finais de semana decisivos para defender a vice-liderança do ICGP 250. Neste (20 e 21 de agosto), ele estará no autódromo de Grobnik, na Croácia, onde será disputada a quarta rodada dupla do campeonato. No seguinte (27 e 28), as corridas acontecerão em Mugello, na Itália. Manter a constância de bons resultados alcançada desde o início da temporada será fundamental para Keller chegar em boas condições de confirmar o vice-campeonato na etapa final, em Goiânia, no dia 23 de outubro. O título, o próprio Keller reconhece, dificilmente escapará das mãos do britânico Colin Sleigh, vencedor de cinco das seis corridas realizadas até o momento.

Localizado no território da Croácia, Grobnik é um dos traçados preferidos dos pilotos desde a época em que integrou o calendário do Campeonato Mundial de Motovelocidade. "Todos os pilotos gostam de correr em Grobnik", afirma Keller. "A pista é espetacular. Fica dentro de um vale, num lugar muito bonito, e o traçado é sensacional, típico dos autódromos mais antigos", elogia. O asfalto permanece há anos sem ser trocado, o que gera uma característica única no atual calendário do ICGP: "Há ondulações nos pontos de freada e as motos saltitam por cima de tudo. É preciso uma técnica muito específica, evitando as ondulações, porque senão perde-se muito tempo nas frenagens ou corre-se o risco de levar um tombo". Além desse aspecto, Keller aponta outro desafio que deverá ser comum a todos os participantes: o forte calor que costuma fazer na região nesta época do ano. "Isso vai ser amenizado porque teremos uma corrida no sábado e outra no domingo, mas permanece um fator a ser levado em conta, tanto para o acerto das motos quanto para a resistência física de cada piloto", analisa.

Com 4,168 km de extensão, o autódromo de Grobnik (também conhecido como Rijeka, nome da cidade mais próxima) sediou o GP da Iugoslávia entre 1978 e 1990, sempre com arquibancadas cheias. Só deixou o Mundial devido aos conflitos que levaram à guerra civil e à separação das repúblicas que compunham a Iugoslávia a partir de 1991. O autódromo fica próximo ao antigo circuito de Opatija, uma pista de estrada que recebeu o GP da Iugoslávia entre 1969 e 1977, e que foi um dos traçados mais perigosos já utilizados no Mundial - praticamente todos os anos morria um piloto ali. Keller teve oportunidade de percorrer um trecho das estradas que formavam o circuito. O ponto de partida era uma longa reta com o mar à esquerda, no fundo de um precipício, e muralhas de pedra à direita. No final dessa reta, uma curva à direita levava para um trecho de montanha, até a volta à beira-mar. "Dessa época, ainda existe um lance da arquibancada de pedra na reta paralela ao mar. As muretas de contenção também são as mesmas. E o Mundial corria ali! Era fascinante, mas uma loucura", finaliza.

 

 

 

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