Motos Jawa e a volta de Eric Saul são atrações em Grobnik

19/8/2016

 

Muito raras, motocicletas fabricadas na Tchecoslováquia estarão na quarta etapa do ICGP. Eric Saul, afastado das primeiras corridas, volta ao grid para a segunda metade da temporada, que termina dia 23 de outubro em Goiânia.

 

A presença de duas raríssimas motos tchecas Jawa é uma das grandes atrações da quarta etapa do International Classic Grand Prix (ICGP), neste final de semana em Grobnik, na Croácia. A competição que reúne motos de GP clássicas tem o brasileiro Bob Keller como vice-líder da categoria 250. A última etapa acontecerá no dia 23 de outubro em Goiânia.

As Jawa serão pilotadas por Peter Balaz (categoria 250) e Antonin Kruzik (350), ambos tchecos. Balaz é uma lenda da motovelocidade em seu país: entre 1971 e 1982, conquistou dez títulos de campeão tchecoslovaco e oito eslovacos nas categorias 125, 250 e 350, além de ter participado de vários GPs do Mundial. Kruzik corre com a Jawa 350 V4 utilizada pelo inglês Bill Ivy (campeão mundial da categoria 125 em 1967, com uma Yamaha) na temporada de 1969. Ivy morreu nesse mesmo ano em um treino livre para o GP da Alemanha Oriental, em Sachsenring - pista que hoje sedia o GP da Alemanha de MotoGP. A última das quatro vitórias da Jawa no Mundial aconteceu no GP da Iugoslávia de 1969, o último da temporada, com o italiano Silvio Grassetti. A partir de 1971, somente motores com até dois cilindros passaram a ser admitidos na categoria 350. Isso decretou a saída da Jawa 350 V4 do Mundial. Somente três delas foram construídas e são poucas as oportunidades de vê-las em plena ação na pista, como vai acontecer neste final de semana em Grobnik. 

Balaz e Kruzik estarão em Grobnik como "wild card" (convidados). Receberão eventuais prêmios normalmente, mas não marcarão pontos no campeonato. Balaz correu com motos Jawa nas décadas de 1970 e 1980, enquanto Kruzik é presença constante nos eventos europeus de motos clássicas com sua Jawa 350 V4. 

Fundada em Praga em 1929, a Jawa foi uma das principais fabricantes de motocicletas do mundo até a década de 1950. Suas motos chegaram a ser exportadas para mais de 120 países, incluindo o Brasil. A marca destacou-se em competições de motocross, speedway e dirt-track. No Mundial de Motovelocidade, a Jawa teve presença constante até a década de 1970. A 350 V4 tinha tecnologias modernas, como a admissão por válvulas rotativas, mas ocorrências de travamento do motor eram frequentes e provocaram vários acidentes - entre eles, o que matou Bill Ivy. A marca tcheca tinha dificuldades para conseguir aço e outros metais de última geração, devido às tensões inerentes ao contexto dos anos de Guerra Fria, além de ter pouco acesso às técnicas de metalurgia mais modernas. As variações de dilatação nos materiais internos prejudicavam a confiabilidade e causavam travamentos. A fábrica resistiu às mudanças geopolíticas ocorridas no leste europeu (incluindo a separação, pacífica, das repúblicas tcheca e eslovaca) e, após um período conturbado, continua produzindo motos na República Tcheca.

Outra novidade da etapa croata do ICGP é a volta do francês Eric Saul e sua moto Chevallier. O criador do ICGP, tricampeão da categoria 250, não disputou a primeira metade da temporada por estar se recuperando de uma cirurgia no quadril. Saul também tem história no Mundial de Motovelocidade: venceu dois GPs no início da década de 1980, nas categorias 250 e 350.

 

Confira aqui a lista de inscritos para a quarta etapa do ICGP 2016.

 

 

 

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